Autismo não é só coisa ruim

Marie-Christine Laznik defende que é possível reverter o transtorno com intervenções em bebês ainda no primeiro ano de vida

A psicanalista francesa Marie-Christine Laznik, especialista em autismo, foi a convidada internacional da jornada Inquietações Contemporâneas: Autismo, Psicose na Infância e Sexualidade Feminina, que o Instituto Contemporâneo promoveu recentemente em Porto Alegre. A pesquisadora, que morou anos no Brasil, defende que é possível reverter o autismo com intervenções em bebês ainda no primeiro ano de vida. Ela se baseia em dados organizados por mais de 15 anos em pesquisas na Universidade de Paris, onde atua, e em outras instituições do mundo. As ideias de Marie-Christine não são consenso entre aqueles que se dedicam a entender as pessoas que estão dentro do chamado espectro autista, especialmente entre os que questionam se os psicanalistas estão habilitados para esse fim. A francesa conversou com Zero Hora sobre suas pesquisas.

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Por que, aparentemente, temos observado mais casos de autismo?

O critério atual de inclusão no espectro de autismo utilizado mundialmente é o DSM-5, o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais americano. Ele inclui no espectro não só os autismos, que são diversos e devem ser postos no plural, mas também as antigas psicoses infantis da nomenclatura francesa que tomam o nome de “não específicos”. Foram acrescidos os retardos graves de linguagem e desenvolvimento e, na outra ponta do espectro, os autistas de alto funcionamento e os aspergers. Temos, então, um leque de problemas diferentes que vão da criança deficitária, sem linguagem e que pode não comunicar, até sujeitos extremamente brilhantes e por vezes monotemáticos. Segundo o doutor Laurent Mottron, do Centro Rivière des Près em Montreal, no Canadá, apenas 38% dos autistas não falam. Ele é um especialista dos autistas de alto funcionamento e lida com aqueles que vão à universidade. O que não quer dizer que tudo seja fácil para eles porque, segundo Mottron, o mundo não aceita a especificidade destas pessoas. Elas hoje se organizam na América em associações, o que nos permite saber em que profissões elas são mais eficientes: matemática, física, engenharia. O Google lançou há alguns anos um chamado para algumas centenas de engenheiros com a condição de que estivessem no espectro, porque os considerava mais eficientes que outros para determinadas tarefas. Em geral, encontra-se apenas uma fração desta população nos consultórios, as crianças com atraso de desenvolvimento e muitas vezes sem linguagem. Isso dá uma falsa impressão do que é o espectro do autismo.

Os pais, muitas vezes, não aceitam o diagnóstico?

De fato, num primeiro momento é duro ouvir um diagnóstico destes. Mas pode ser muito relativizado se abrirmos o prognóstico. Gosto de mostrar aos pais uma foto em que se encontram autistas de baixo funcionamento misturados com alguns aspergers (pessoas com transtorno de Asperger, um tipo de autismo) bem conhecidos: Bill Gates, Einstein, Glenn Gould (pianista canadense, considerado um dos grandes músicos do século), Newton e, claro, também o Rain Man. Digo então que, neste momento, a criança se encontra no espectro. Vamos trabalhar e muito. Quem ele vai ser mais tarde, não sabemos, está aberto. Isto muda tudo, não fechar o prognóstico. Sabe-se, também, que quando a criança é muito pequena, até três anos, por exemplo, pode sair, em certos casos, do espectro nos anos que seguem. O importante é dar um diagnóstico para que os tratamentos comecem e que os pais parem de correr de um lugar para outro em busca dele.

A senhora está dizendo que os autismos não são tão terríveis assim?

São terríveis, sim, porque, depois de um ano, o cérebro da criança se organizou de outra maneira. É isso que os organicistas dizem: “O cérebro do ser humano, para se organizar, demanda um certo número de interações psíquicas, com o chamado meio ambiente”. O que podemos modificar como psicanalistas é a interação com a mãe ou com o cuidador. Se o bebê recusa esse tipo de interação, ele vai lesar o cérebro, que vai se desenvolver de outra maneira. Por vezes, com uma tal especificidade, que temos gênios. Por isso que digo que autismo não é necessariamente deficiência, mas são pessoas monotemáticas. Há outro asperger que eu gosto muito, o Lewis Carroll, autor do livro Alice no País das Maravilhas. Se ele não fosse autista, não teria escrito essa história. Você percebe que o autismo não é só coisa ruim? Isso é a primeira coisa que trabalho com os pais.

Quando o tratamento deve começar?

Segundo o neurocientista brasileiro-americano Ami Klin, o terrível é que o prognóstico depende muito da idade em que se começam os atendimentos. Para ele, deve-se intervir antes de dois anos, mas ele próprio imagina a possibilidade de uma reversão completa do quadro antes de um ano. Esta é minha experiência porque trato de bebês com risco de autismo e, de fato, parece haver uma reversão completa nos primeiros meses. Ami Klin dá uma explicação compreensível. Qualquer que seja a causa, e há centenas, o fato de um bebê não olhar nos olhos de seu cuidador, não se interessar por aquilo que lhe interessa – em geral, é a mãe que desempenha este papel de cuidador – vai levar o cérebro dele a não se desenvolver da mesma maneira que o dos outros. A nossa meta é intervir antes que esse desenvolvimento da patologia se dê.

Qual seria o maior equívoco quando se fala em tratamento para o autismo?

O maior é pensar que a mãe é responsável pela doença. Desde o início, o bebê com risco de autismo tende a se fechar de tal forma que os esforços da mãe para entrar em contato com ele vão de encontro a uma parede. Incriminar as mães não só não faz sentido como vem reforçar a culpabilidade inata que cada uma de nós, mães, tende a sentir quando nossos filhos têm qualquer problema. Esta acusação é não somente falsa como contraproducente, porque faz a mãe perder a criatividade que precisa para ajudar a tratar seu filho.

Que sinais as mães podem observar em seus bebês que sugerem risco de autismo?

Bebês com risco de autismo não pedem para ser olhados, não chamam para que brinquemos com eles, não dão os dedinhos da mão para que provemos se são docinhos. Se a mãe já teve filho, ela se dá conta que este bebê não é como os irmãos. Ela fala disto com o pediatra, mas o profissional acaba falando com o bebê por meio de sua prosódia particular, chamada de “manhês”, e que costuma ser desenvolvida pelos médicos sem que eles percebam. Diante dessa prosódia, o bebê com risco de autismo pode responder. Quando essa resposta acontece, muitos médicos dizem à mãe que ela está aflita sem razão e que a criança está se desenvolvendo bem. Depois é tarde. Uma das lições mais importantes que aprendi é ouvir os pais.

Depois do primeiro ano de vida, é possível reverter o quadro?

Pode melhorar muito, principalmente antes de dois anos. Mas uma reversão total é mais rara e exige um trabalho transdisciplinar intenso. Na França, temos conseguido bons resultados com três sessões de psicanálise por semana articuladas com uma psicomotricidade de uma abordagem especial, desenvolvida por André Bullinger. Os resultados são ainda melhores quando se consegue, além disso, implantar na casa da criança uma equipe de voluntários que aplicam uma versão francesa do método Sunrise. Vemos que se trata de um protocolo intenso. Nos primeiros meses de vida, consegue-se reverter o quadro com apenas uma sessão por semana com um analista que aprendeu a reanimar o bebê com a ajuda dos pais. Esse trabalho precisa ser articulado, em paralelo, com uma sessão de psicomotricidade. Mas vê-se logo que o protocolo é muito mais leve e os resultados, mais garantidos.

A senhora já falou que o bebê autista deseduca os pais. É isso?

Ele destrói a competência de parentalidade dos pais. Há pesquisas científicas que nada têm a ver com autismo, mas que mostram a que ponto a nossa reação enquanto mãe depende do que faz o bebê. Descobriram que, desde o primeiro dia de vida, o bebê apresenta micromovimentos dos dedos quando a mãe fala com ele. São movimentos imperceptíveis, mas que podem ser filmados. Quando um bebê não apresenta estes micromovimentos, notou-se que a mãe se endereça menos vezes a ele e com frases mais curtas. Imaginem um bebê que praticamente nunca a olha e que nunca a busca. Isso acaba desorganizando a função materna. Tive a sorte de assistir a uns 50 filmes caseiros de bebês que se tornaram autistas, emprestados pelos professores Muratori e Maestro, italianos do serviço de neuropsiquiatria da Faculdade de Medicina de Pisa. Os pais os haviam filmado bebês quando não pensavam que teriam problemas. É patético de se ver como as mães são carinhosas, tentam por todos os caminhos, e os bebês não respondem. Pouco a pouco vão desanimando e, no segundo ano de vida, desistem de conseguir o contato. Mostram-se prostradas e deprimidas. São essas mães que os profissionais encontram mais tarde e tomam seu estado, muitas vezes, como causa do problema, quando ele é a consequência.

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2017/08/autismo-nao-e-so-coisa-ruim-diz-psicanalista-francesa-9873630.html

 

 

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Gente madura não tem frescura

Maturidade não é sinônimo de seriedade, e sim responsabilidade. Chega muito cedo para uns poucos, e nunca para outros. Nos resguarda dos mi mi mis e blá blá blás, e traz significado ao que importa de fato.

Gente madura não vive correndo atrás de aprovação ou explicação. Tem noção para quem deve satisfação e é pra esses que abre seu coração. Não vive de suposições nem ilusões. Não cria mundos a partir de pensamentos vagos nem alimenta expectativas em cima de sentimentos rasos.

Gente madura sabe se absolver. Não se leva tão a sério, chuta o balde de tempos em tempos, desculpa suas incapacidades e aceita suas precariedades.

Gente madura não se cobra a perfeição nem exige tanto de si e dos outros em nome de uma imagem imaculada e um semblante engessado. Ao contrário, aprendeu a rir dos tombos que leva e a fazer limonada dos limões que a vida lhe dá.

Gente madura não tem frescura com a própria vida e por isso consegue se deixar em paz. Já caiu e levantou tantas vezes que aprendeu a não sofrer por pequenices e superficialidades. Perdoa o cabelo mal humorado, a pele ressecada, a gordurinha fora do lugar. Não se tortura com fios puxados na blusa de lã, pregos fixados com diferença de altura, unha do mindinho descascada. Não se patrulha por repetir a sobremesa no almoço ou o vinho no jantar. Sabe que um dia compensa o outro, e que o saldo final é ser feliz.

Gente madura sabe que é exaustivo tentar ser legal o tempo inteiro. Por isso impõe limites e cuida bem de si. Zela pelos que ama mas entende que não é possível agradar a todos o tempo todo.

Gente madura não tem medo de errar nem de viver. Experimenta sabores novos, inova na frente do espelho, recomeça depois de uma fossa, assume que estava errado, pede perdão, se reconcilia com sua história.

Gente madura não faz drama. Enfrenta os dissabores com bravura e vive os dias comuns com gratidão e maravilhamento. Com isso, aprende a ser feliz. A não comparar a própria vida, a não querer chegar na frente, a não desejar subir no podium da ilusão. Gente madura ama a própria realidade e não cobiça o mundo alheio. Não se faz de vítima nem vive ressentida. Ama o que lhe cabe e não se fecha para a alegria.

Gente madura aceita bem as diferenças e convive bem com as divergências. Ouve, analisa e tira suas conclusões sem impor seus conceitos como verdade absoluta.

Gente madura não faz alarde da tristeza nem da felicidade. Curte seus momentos com serenidade e não mede sua vida pela popularidade.

Gente madura tem um coração sossegado. Um coração que aprendeu a ser sereno e não se desgastar por bobagem. Já trilhou estradas de anseios, expectativas, constatações e frustrações. Sabe que não adianta dar murro em ponta de faca, procurar chifre em cabeça de cavalo ou botar o carro na frente dos bois. Entende que com paciência e fé em Deus, não é preciso fazer tempestade em copo d’água.

Maturidade é conquista, mas também disposição. Disposição em se cobrar menos e viver mais, aprendendo a dar menos importância ao que não acrescenta e valorizando o que é real e provido de sentido.

Que a gente possa amadurecer com o coração tranquilo, ciente de que fez tudo o que podia. Que haja riso, parceria e poesia. Que não falte respeito às diferenças e fé diante das adversidades. E que, ao final de tudo isso, possamos olhar pra trás e perceber admirados, que enfim crescemos…

 

 

Por Fabíola Simões

 

 

 

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PRECISAMOS FALAR SOBRE PERVERSÃO

O caso recente do homem que ejaculou no pescoço de uma mulher num ônibus em São Paulo e foi liberado pelo juiz sob a alegação de que “não houve constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco do ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação” (O Estado de S. Paulo, 1/9/17), disparou uma enxurrada de manifestações. Muitas de indignação com a sentença. Muitas outras endossando a decisão do juiz, justificando-a como absolutamente técnica, ao sentenciar o acontecido como uma “contravenção penal por ato obsceno”, ou ainda, na mesma linha, classificando-o como, o mais do que ultrapassado, “atentado ao pudor”.

Noticia-se, então, inúmeros outros casos de natureza semelhante. Na mesma semana, os jornais haviam noticiado o índice alarmante de estupros coletivos praticados em mulheres e meninas no Nordeste, bem como, o também revoltante número de abusos praticados diariamente no país, principalmente contra meninas.

No caso que aqui tratamos, a moça do ônibus, logo após o ocorrido, foi colocada na mesma sala com seu agressor, num Juizado Especial Criminal, e submetida a uma série de perguntas altamente constrangedoras como: ‘você de fato viu o pênis do homem? ’ ou ‘ ele chegou a encostar o pênis em você? ’, cujo intuito alegado, era o de verificar se se poderia ou não caracterizar o ocorrido como violência de fato!

Ou seja, uma sequência de violências tiveram início dentro do ônibus e prosseguiram no âmbito do poder público, justamente aquele encarregado de zelar pela proteção e segurança do cidadão. Mas o que explica que haja tamanha dificuldade em reconhecer e caracterizar a violência contra a mulher como tal, mesmo quando praticada de maneira tão explícita? O que justifica que convivamos com uma condição endêmica de tais práticas? Penso que ambas perguntas apontam para um sintoma social.

Proponho aqui minha leitura sobre este fenômeno: o primeiro objeto de amor do bebê é, via de regra, a mãe. Mas o que chamamos de amor nesta fase da vida não é exatamente o tipo de ligação de amor romântico que conhecemos quando nos tornamos adultos. O bebezinho não percebe que sua mãe é uma outra pessoa, diferente dele. Sente, isto sim, que a mãe é um objeto de sua propriedade, uma extensão dele e que está lá onde ele o deseja, como já teorizado por um psicanalista de bebês e crianças inglês chamado Winnicott.

A mãe suficientemente boa, expressão cunhada pelo autor, se presta a ser este objeto que atende às demandas do bebê. Este é um estado de ilusão necessária na vida precoce do bebê. À medida em que cresce, se tudo se der de maneira satisfatória em seu desenvolvimento, a criança e depois o adulto, deve ser capaz de entender que aquela

pessoa, sua mãe, é um sujeito diferente dele, com desejos e mente próprios, distintos dos dele. Entendendo isso, ele deverá então, ser capaz de tolerar a frustração de abdicar da mãe como um objeto que lhe pertence e escolher uma outra pessoa, um/a parceiro/a, com quem poderá, então, ter uma relação de trocas e parceria amorosa. A relação amorosa não pode ser uma relação de posse, uma vez que o outro não é um objeto e sim um sujeito.

Então, se na infância precoce de todo ser humano, é natural e desejável que a mãe se preste a ser objeto do desejo do bebê, na vida adulta, a perpetuação deste tipo de comportamento  configura perversão. Perversão é o ato de transformar uma outra pessoa, com uma singularidade própria, em objeto de uso de prazer pessoal, sem o consentimento desta.  Ao fazer isso, a pessoa é destituída de sua condição de sujeito e tratada como objeto. Esse é exatamente o caso de todos estes atos em que mulheres, meninas – ou qualquer pessoa em desigualdade de poderes -, são colocadas em situação de objeto, a serviço do desejo exclusivo de alguém, sem que sejam consideradas como um sujeito com vontades e direitos próprios.

O que isso tudo revela sobre a sentença do juiz no caso do ônibus?  Do meu ponto de vista revela que, quando um juiz julga um ato perverso como um ato menor, ele não está regido pelas leis que garantem a justiça e a ordem social, mas sim, pelas leis do infantil, que, quando atuadas pelo adulto, é perversa. Assim, ele é o ator que reproduz um sistema social.

Outros dois elementos dão sustentação à manutenção deste código perverso, de violência endêmica contra mulheres. Um deles é o modelo da sociedade patriarcal que autoriza o homem a funcionar regido pela pulsão infantil, embora travestido de adulto. Ou seja, autoriza o homem adulto a acreditar que a mulher – representante da mãe – lhe pertence como objeto. Deste modo, o juiz no lugar de suposto saber, colabora na manutenção das crenças que regem as práticas entre homens e mulheres.

Outro elemento diz respeito à brutal defasagem dos lugares atribuídos a homens e mulheres no imaginário cultural. Este não corresponde às práticas sociais de fato. Estatísticas revelam que metade da força de trabalho do país é composta por mulheres, sendo ainda as mulheres, responsáveis exclusivas pelo sustento de quase metade das famílias brasileiras. O lugar infantilizado e fragilizado tantas vezes atribuído à mulher, não se verifica na sociedade contemporânea. Esses elementos associados, a meu ver, garantem a condição endêmica de violência no país.

Como nota final, vale dizer que na perversão, impera a vivência do indivíduo de que seu desejo e seu gozo pessoal estejam acima de tudo e sejam realizados independentemente dos possíveis danos ao próximo. Esse modelo, também endêmico no país como temos tristemente assistido nos últimos tempos, talvez nos dê pistas para entender o porquê da impossibilidade em verdadeiramente lutarmos para instaurar um modelo de igualdade e respeito entre todas as pessoas, a despeito do gênero.

 

Por Susana Muszkat

 

Fonte: https://psicanaliseblog.com.br/2017/09/11/precisamos-falar-sobre-perversao/

 

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Mulher Elástico

Assim como a personagem do desenho animado, a mulher contemporânea tem de ser elástica para dar conta das demandas do cotidiano.

Em uma tarde de domingo caía uma fina garoa paulistana. Fui despertada de meus pensamentos  longínquos por uma solicitação dos meus filhos. Eles me pediam que os levasse para assistir ao filme Os incríveis, da Disney. Arrastada pelo entusiasmo deles, entrei numa longa fila, na companhia barulhenta de pais, avós e crianças que se acotovelavam na porta da sala do cinema, na tentativa de conseguir um bom lugar. Pipoca, Coca-Cola e chocolate! Enfim, bem instalados nas poltronas, esperamos o filme começar.

 

Na tela, desenhou-se a imagem do cotidiano de uma vida familiar cheia de encantos e desencantos, como todas as outras. Tarefas, alegrias e tristezas, limites e frustrações, lamentos e questionamentos são experimentados pelos personagens: um casal de ex-super-heróis e seus filhos que, impedidos de exercer seus poderes, são obrigados a levar uma vida “normal”.

 

O poder do Sr. Incrível está na força. A Sra. Incrível transforma-se na mulher-elástico. A filha mais velha, uma garota de uns 12 anos, magrinha e tímida, pode se tornar invisível. Falante e ágil, o filho do meio, tem a habilidade de correr a uma velocidade enorme. E o caçula, um bebê engraçadinho e comilão, de início parece ser o único membro da família sem capacidades extraordinárias.

 

À medida que me vejo interessada pela figura da mulher-elástico, me dou conta da sutileza do filme na escolha dos poderes dos personagens. Percebo, pela reação dos meus filhos, que eles também se interessavam pelas características dos diversos personagens, identificando semelhanças e diferenças entre os protagonistas e eles próprios. Não demorou muito para trocarmos olhares de cumplicidade e risadinhas diante de algumas cenas que lembram situações conhecidas por todos nós.

Saímos do cinema comentando animadamente o filme e continuamos a discuti-lo durante toda a semana. A partir daí, a imagem da mulher-elástico, excelente representação para a mulher na contemporaneidade, não me abandonou mais. Lembrei-me de que Freud localiza o mal-estar do seu tempo na repressão da vida sexual devido à moral civilizada daquela época. Inicialmente, ele compreende que a neurose atinge mais as mulheres que os homens – embora certamente esteja presente também neles justamente porque são elas o alvo privilegiado dessa moral repressora. Ao restringir a sexualidade ao casamento, a sociedade no início do século XX organizava-se para manter a mulher no espaço privado, longe da “tentação” do âmbito público, fonte de saber e de autonomia.

 

Desde a década de 50, as transformações no modo de vida das mulheres vêm se processando de maneira mais acelerada. A entrada no mercado de trabalho, o acesso à formação universitária e às novas formas de erotismo organizaram a luta feminina em defesa dos seus direitos. A pílula anticoncepcional e as mudanças nos contratos matrimoniais também foram, aos poucos, organizando a saída da mulher do universo doméstico e do exclusivo cuidado dos filhos, conduzindo-a para o espaço público, antes reservado quase exclusivamente aos homens.

Ideais ampliados

A progressiva conquista de novos lugares e papéis femininos trouxe uma infinidade de ganhos que, como não poderia deixar de ser, teve seu preço.

 

Isso solicita uma mudança na posição subjetiva da mulher, o que certamente exige a passagem pelo luto da perda de garantia das antigas posições. Caminho tortuoso e difícil, pois a estrada em direção à autonomia, única via de acesso a novas realizações, pede que a mulher assuma o preço da responsabilidade de uma posição de sujeito, propriamente desejante.

 

A mudança dos tempos traz sempre consigo a transformação dos ideais, resultado de novas conquistas do ser humano no saber sobre si mesmo. Ocorrem aí o abandono de interesses antigos e a descoberta de novos interesses e necessidades. No entanto, para as mulheres essa mudança trouxe também uma ampliação dos ideais. No que diz respeito à sua inserção na cultura, elas confrontam-se hoje não apenas com as modificações dos ideais, mas com um verdadeiro acúmulo deles.

 

Presas à necessidade de corresponder ainda aos ideais do âmbito doméstico, reinado de suas mães e avós, as mulheres se vêem hoje requisitadas pelas demandas próprias do espaço público – profissional e social. Às voltas com o difícil caminho que qualquer mudança de posição subjetiva exige, as mulheres parecem ter diante de si um espectro amplo de ideais a alcançar.

 

Esticadas entre uma identificação passiva e materna e outra ativa e fálica, tentam lidar com o excesso que caracteriza as demandas do seu cotidiano. Resulta daí um verdadeiro acúmulo que requer uma elasticidade nunca antes sequer imaginada. Se a necessidade de perseguir ideais constrói a trajetória cultural do ser humano ao longo do tempo, o percurso

das mulheres, em particular, nos permite constatar que, ao modelo de santidade e beleza, veio juntar-se também o de sucesso – tão caro à cultura contemporânea.

 

Assim, uma boa representação do ideal de feminino dos dias atuais é a figura da mulher-elástico. Para tentar dar conta de tantos ideais, a mulher atual – tão bem representada pela Sra. Incrível – precisa ter um funcionamento verdadeiramente elástico. Deve desempenhar, com sucesso, uma gama tão variada de funções que só mesmo uma elasticidade originária poderia lhe garantir, ao menos, algum êxito numa empreitada tão fantástica, própria dos super-heróis!

 

Se a particularidade da relação da menina com a castração, tal como destacou Freud, assinala a dificuldade de acesso à sublimação e à construção do superego, é essa mesma particularidade que parece lhe garantir a elasticidade de sua organização libidinal e, conseqüentemente, sua diversidade de possibilidades identitárias.

 

Se, por um lado, a mulher pode desfrutar de inúmeras possibilidades de gozo sexual, por outro, essa diversidade lhe garante uma elasticidade considerável de interesses – e não apenas sexuais. Fala-se com freqüência na capacidade feminina de fazer muitas coisas e investir, simultaneamente, em campos diversos. No entanto, para além dessa elasticidade originária, não existiria também uma dimensão essencialmente conflitiva nessa amplitude de exigências?

 

Para corresponder às inúmeras demandas próprias de sua época, a mulher-elástico precisa não só ser ideal, mas também ter o corpo ideal. Além de mãe dedicada, compreensiva e bem humorada, deve conservar-se sempre jovem. Amante ardente e bem disposta, precisa ter uma diversidade de investimentos. Com igual obstinação, realiza os exercícios físicos indispensáveis à manutenção do corpo perfeito e mantém vivos seus interesses culturais nos destinos da humanidade.

 

Mantendo um pé na academia de ginástica e o outro na mostra de cinema do momento, a mulher-elástico é medianamente culta. Bem informada, é capaz de falar sobre qualquer assunto, mesmo que deixe transparecer certa mediocridade em muitos deles. Além de magra, realizada e bem-sucedida profissionalmente, é bonita, bem-cuidada e economicamente independente. Assiste a filmes de Godard com o mesmo entusiasmo com que entra em uma churrascaria, embora se prive de boa parte do menu disponível. Serena e controlada, a mulher-elástico come carne desde que acompanhada de salada!

 

Magreza em destaque

A hipervalorização da magreza tem acentuado a relação entre a auto-estima e a imagem do corpo esguio, particularmente para o sexo feminino. Há 20 anos, as modelos pesavam 8% a menos que a média das mulheres; atualmente a diferença chega a 20%. Embora a aparência física seja um elemento fundamental para a imagem feminina em diversas épocas e culturas, a magreza nem sempre foi o ideal almejado. Muito pelo contrário.

 

Uma breve passagem pela história da arte revela que a Renascença valorizava corpos fartos, quadris grandes e abdomens avantajados. Embora se saiba que a exigência de magreza

nas mulheres tenha começado por volta dos anos 20, em sintonia com o início do movimento de liberação feminina, nas décadas de 40 e 50 as estrelas de Hollywood, como Rita Hayworth, por exemplo, exibiam seios abundantes e formas curvilíneas, valorizadas pela sensualidade. A exigência de magreza intensificou-se nos anos 60 e acentuou-se consideravelmente na década de 70. As formas do corpo idealizado tornaram-se menos arredondadas.

 

Embora padrões estéticos tenham se modificado, a luta para atingir o modelo de beleza vigente marca a relação da mulher com seu corpo em todas as épocas e culturas. Em 1580, o escritor Michel de Montaigne (1533-1592) já chamava a atenção em seus ensaios para o fato de que as mulheres desprezam a dor em função da vaidade. É assim que, ao longo dos tempos, elas escravizam o corpo em nome de parâmetros ao qual aspiram em cada época.

 

Houve o tempo em que esfolavam a pele para adquirir a tez mais fresca, ou buscavam propositalmente desenvolver problemas estomacais para conseguir a palidez valorizada na ocasião ou, ainda, apertavam o ventre em duros espartilhos para exibir a cintura delgada. Qualquer semelhança com a submissão aos atuais tratamentos estéticos e cirúrgicos, muitas vezes bastante dolorosos, e a especial dedicação às dietas alimentares para emagrecer, algumas radicais e perigosas para a saúde, não é uma mera coincidência.

 

O ideal de magreza domina a cena contemporânea, não somente como ícone de sucesso. Constitui-se até como modelo de perfeição moral; o corpo magro é a senha para se conseguir aprovação, poder e dinheiro. A idealização de formas bem esculpidas exige da mulher-elástico disciplina e firmeza – só desse modo poderá permanecer no ringue da luta pela beleza fetichizada pela cultura.

 

Engajada na busca pelo valorizado corpo fino e rígido, ela se lança na corrida insana para não perder o bonde do seu tempo. Escrava da amplitude e da diversidade dos ideais, dos quais precisa ao menos conseguir se aproximar, a mulher-elástico, vitimada pelo excesso e pelo cansaço diante de suas incríveis atribuições, vive culpada diante da constatação da impossibilidade de ser tudo o que se exige dela.

 

Conflito e questão

Endividada consigo mesma e com os que a cercam, ela é, ao mesmo tempo, culpada e impotente. Experimentando freqüentemente uma dolorosa sensação de que algo lhe escapou, de que alguma coisa transborda sempre do seu cotidiano assoberbado, a mulher-elástico constata, desamparada, que seu corpo dói!

 

E para que tudo isso? Às vezes, é no ponto extremo da dor que se pode encontrar, ou reencontrar, o próprio limite a essa espécie de tirania velada que nos leva, freqüentemente, a nos posicionar como objeto no desejo do outro. Poder reinventar, a cada dia, os caminhos do próprio desejo e seguir construindo um discurso próprio supõe uma mudança de pergunta: para quem tudo isso? A mudança da questão supõe a existência de um sujeito a quem se destinam os esforços realizados e, certamente, também os prazeres das vitórias conquistadas. Isso exige que a mulher se pergunte se é ela mesma o destinatário desses esforços, o sujeito dessa pergunta.

 

Todas nós, mulheres, experimentamos na carne as diversas formas de manifestação da angústia que a exigência de elasticidade acaba por despertar no cotidiano. Se abandonar o terreno das certezas não é nem mesmo uma possibilidade para a mulher contemporânea, visto que há muito as certezas já se foram, resta reconhecer a dimensão essencialmente de conflito colocada em cena pelas próprias conquistas em direção à autonomia.

 

Obviamente, não se trata de nos culpar pelas conquistas e pelos avanços obtidos, muito menos de defender o retrocesso a posições anteriores. Sem ilusões ou hipocrisias, devemos admitir que o que tínhamos antes certamente não era melhor do que o que temos hoje. Devemos, ao contrário, usufruir prazerosamente de tudo que foi conquistado. Trata-se, então, de nos colocarmos no interior do conflito para problematizá-lo, para circunscrevê-lo com a circulação de perguntas e não com a enunciação de ingênuas certezas.

 

Assim, em nosso caro mundo contemporâneo, seguiremos, todas nós, mulheres-elástico, cansadas, doloridas, culpadas e cheias de incertezas, porém sem jamais perder um certo brilho que insiste em sobreviver e clarear perguntas – uma espécie de testemunho de rebeldia, que nos habita e constitui. Herdeiras da Fênix, somos consumidas pelo fogo com mais freqüência do que seria desejável. No entanto… renascemos das cinzas! Talvez somente por teimosia ou, simplesmente, por insistir em sustentar a esperança de viver meramente, como diz Caetano Veloso, sabendo “a dor e a delícia de ser o que é”.

 

Por Maria Helena Fernandes

 

Fonte: Revista Mente e Cérebro, Edição Especial, nº 18

 

 

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Muito prazer, eu sou o seu sintoma.

Já pensou se o seu sintoma tivesse a chance de te escrever uma carta? Garanto que seria alguma coisa assim:

“Olá, tenho muitos nomes: dor de joelho, abscesso, dor de estômago, reumatismo, asma, mucosidade, gripe, dor nas costas, ciática, câncer, depressão, enxaqueca, tosse, dor de garganta, insuficiência renal, diabetes, hemorroidas e a lista continua. Ofereci-me como voluntário para o pior trabalho: ser o portador de notícias pouco agradáveis para você.

Você não entende, ninguém me compreende. Você acha que eu quero lhe incomodar, estragar os seus planos de vida, todo mundo pensa que desejo atrapalhar, fazer o mal, limitar vocês. E não é assim, isso seria um absurdo. Eu o sintoma, simplesmente estou tentando lhe falar numa linguagem que você entenda.

Vamos ver, me diga alguma coisa. Você negociaria com terroristas, batendo na porta com uma flor na mão e vestindo uma camiseta com o símbolo da “paz” impresso nas costas? Não, certo?

Então, por que você não entende que eu, o sintoma não posso ser “sutil” e “levinho” quando preciso lhe passar uma mensagem. Me bate, me odeia, reclama de mim para todas as pessoas, reclama de minha presença no seu corpo mas, não para um minuto para pensar e raciocinar e tentar compreender o motivo de minha presença no seu corpo.

Apenas escuto você dizer: “Cala-te”, “vá embora”, “te odeio”, “maldita a hora que apareces-te”, e muitas frases que me tornam impotente para lhe fazer entender mas, devo me manter firme e constante, porque devo lhe fazer entender a mensagem.

O que você faz? Manda-me dormir com remédios. Manda-me calar com sedativos, me suplica para desaparecer com anti-inflamatórios, quer me apagar com quimioterapia. Tenta dia após dia, me calar. E me surpreendo de ver que às vezes, até prefere consultar bruxas e adivinhos para de forma “mágica” me fazer sumir do seu corpo.

A minha única intenção é lhe passar uma mensagem, mesmo assim, você me ignora totalmente.

Imagine que sou a sirene do Titanic, aquela que tenta de mil maneiras avisar que tem um iceberg na frente e você vai bater com ele e afundar. Toco e toco durante horas, semanas, meses, durante anos, tentando salvar sua vida, e você reclama que não deixo você dormir, que não deixo você caminhar, que não deixo você trabalhar, ainda assim continua sem me ouvir…

Está compreendendo?

Para você, eu o sintoma, sou “A doença”.

Que absurdo! Não confunda as coisas.

Aí você vai ao médico e paga por tantas consultas.

Gasta um dinheiro que não tem em medicamentos e só para me calar.

Eu não sou a doença, sou o sintoma.

Por que me cala, quando sou o único alarme que está tentando lhe salvar?

A doença “é você”, é “o seu estilo de vida”, são “as suas emoções contidas”, isso que é a doença e nenhum médico aqui no planeta terra sabe como as combater, a única coisa que eles fazem é me atacar, ou seja, combater o sintoma, me calar, me silenciar, me fazer desaparecer. Tornar-me invisível para você não me enxergar.

É bom se você se sentir incomodado por estar lendo isso, deve ser algo assim como um “golpe na sua inteligência”. Está certo se estiver se sentindo frustrado, mas eu posso conduzir o teu processo muito bem e o entendo. De fato, isso faz parte do meu trabalho, não precisa se preocupar. A boa notícia é que depende de você não precisar mais de mim, depende totalmente de você analisar o que tento lhe dizer, o que tento prevenir.

Quando eu, “o sintoma” apareço na sua vida, não é para lhe cumprimentar, é para lhe avisar que uma emoção contida no seu corpo, deve ser analisada e resolvida para não ficar doente. Deveria se perguntar a si mesmo: “por que apareceu esse sintoma na minha vida”, “que pretende me alertar”? Por que está aparecendo esse sintoma agora?

Que devo mudar em mim?

Se você deixar essas perguntas apenas para sua mente, as respostas não vão levar você além do que já vem acontecendo há anos. Deve perguntar também ao seu inconsciente, ao seu coração, às suas emoções.

Por favor, quando eu aparecer no seu corpo, antes de procurar um médico para me adormecer, analise o que tento lhe dizer, verdadeiramente, por uma vez na vida, gostaria que o meu excelente trabalho fosse reconhecido e, quanto mais rápido tomar consciência do porquê do aparecimento no seu corpo, mais rápido irei embora.

Aos poucos descobrirá que quanto melhor analisar, menos lhe visitarei. Garanto a você que chegará o dia que não me verá nem me sentirá mais. Conforme atingir esse equilíbrio e perfeição como “analisador” de sua vida, de suas emoções, de suas reações, de sua coerência, não precisará mais consultar um médico ou comprar remédios.

Por favor, me deixe sem trabalho.

Ou você acha que eu gosto do que eu faço?

Convido você para refletir sobre o motivo de minha visita, cada vez que eu apareça.

Deixe de me mostrar para os seus amigos e sua família como se eu fosse um troféu.

Estou farto que você diga:

“Então, continuo com diabetes, sou diabético”.

“Não suporto mais a dor no joelho, não consigo caminhar”.

“Aqui estou eu, sempre com enxaqueca”.

Você acha que eu sou um tesouro do qual não pretende se desapegar jamais.

Meu trabalho é vergonhoso e você deveria sentir vergonha de tanto me elogiar na frente dos outros. Toda vez que isso acontece você na verdade, está dizendo: “Olhem que fraco sou, não consigo analisar, nem compreender o meu próprio corpo, as minhas emoções, não vivo coerentemente, reparem, reparem!”.

Por favor, tome consciência, reflita e aja.

Quanto antes o fizer, mais cedo partirei de sua vida!

Atenciosamente,

O sintoma.”

Texto encontrado em: Diogo Guimaraes Psicoterapeuta

Fonte: http://www.psicologiasdobrasil.com.br/muito-prazer-eu-sou-o-seu-sintoma/

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