A importância das avós para as famílias Dr. Fabio Ancona

Vamos falar da importância das avós no desenvolvimento das crianças e das famílias: o homo sapiens vive mais do que os outros primatas graças às avós!

Há milhares de anos, elas passaram a ajudar na criação dos netos. Isso liberou as filhas para reproduzirem mais vezes, garantindo a supremacia do homem no planeta.

Casa de avó é recanto de carinho, muito carinho. A ideia é praticamente um consenso para a maioria das pessoas. Entretanto, o que pouca gente sabe é que os cuidados e a atenção das vovós pode ter sido muito mais importante do que se imagina.

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, pesquisam na tentativa de comprovar a “hipótese da avó”. É uma teoria existente desde 1997. Esta teoria defende que foi a presença das avós nas famílias que proporcionou uma situação favorável para que os seres humanos vivessem mais tempo do que os demais primatas.

“A função social da avó foi o primeiro passo para que nos tornássemos o que somos hoje”, defende a antropóloga Kristen Hawkes, uma das cientistas que propôs a tese há 15 anos.

De acordo com ela, o fato de adicionar os cuidados das avós ao grupo familiar foi o determinante para que a espécie humana conseguisse chegar ao tempo de vida humano atual.

Para se ter ideia da importância desse fato devemos pensar que, entre os primatas, as fêmeas de chimpanzés sobrevivem apenas mais 15 ou 16 anos após o início do período fértil (que acontece aos 13 anos). E as mulheres podem viver mais 60 anos após essa etapa, iniciada em torno dos 19 anos.

Famílias, aleitamento e desmame

De acordo com esta teoria, historicamente o aumento na expectativa de vida foi possível porque as matriarcas, a partir de um determinado ponto ainda impreciso no tempo, começaram a ajudar a alimentar os netos após o desmame.

Isso aliviou as mães, que puderam, então, interromper o aleitamento mais cedo e terem mais filhos em intervalos menores.

Quando os nossos ancestrais ainda viviam na floresta, após o desmame, os bebês encontravam opções de alimento por contra própria. “Quando a floresta começa a ficar mais escassa, eles migram para ambientes abertos, onde é mais difícil encontrar alimento”, explica Rosana Tidon, professora do Departamento de Genética e Morfologia da Universidade de Brasília (UnB).

As mães passaram, então, a gastar mais tempo e esforço para alimentar sua prole. Foi nesse momento que as avós surgiram como solução. Elas estavam por perto, já tinham passado da idade reprodutiva e passaram a atuar na alimentação dos netos. Nisso, elas liberaram suas filhas para terem mais filhos.

Além disso, as fêmeas ancestrais que viraram avós conseguiram passar adiante o patrimônio genético da longevidade para as gerações posteriores, o que contribuiu para que a expectativa de vida da espécie aumentasse.

Todos ganham

As duas ganham com isso: a mãe porque fica liberada para outras atividades e a avó porque, ao aumentar a capacidade de vida dos netos, acaba aumentando a sua própria aptidão de repassar as características da longevidade aos descendentes.

O outro fato maravilhoso, que tem ligação com este, e do qual falaremos depois, é que avós que se dedicam mais tempo aos netos têm menor incidência de doenças degenerativas da idade, como o Alzheimer! Aí são os netos cuidando dos avós!

Dr. Fabio Ancona Lopez

 

https://www.revistaprosaversoearte.com/a-importancia-das-avos-para-as-familias-dr-fabio-ancona/

 

 

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O trabalho está matando as pessoas e ninguém se importa’, diz professor de Stanford

O escritor e pesquisador Jeffrey Pfeffer não considera que sua frase “trabalho está matando as pessoas e ninguém se importa” seja uma metáfora.

O professor da Escola de Pós-Graduação em Negócios da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, argumenta que sua tese é baseada em pesquisas realizadas durante décadas tanto em seu país como em outros lugares do planeta.

Pfeffer é autor ou coautor de 15 livros sobre teoria organizacional e recursos humanos. Em seu último livro, “Morrendo por um salário” (em tradução livre do inglês), ele argumenta que o sistema de trabalho atual adoece e mata as pessoas.

Na obra, Pfeffer conta o caso de Kenji Hamada, um homem de 42 anos que morreu por causa de um ataque de coração quando estava em seu escritório em Tóquio. Hamada trabalhava 75 horas por semana e, todos os dias, demorava cerca de duas horas para chegar ao trabalho.

O caso de Hamada é apenas um de vários exemplos coletados por Pfeffer em seu livro. Na publicação, o pesquisador fala dos efeitos de um sistema de trabalho que muitas vezes se torna “desumano” por excesso de carga laboral.

Segundo evidências compiladas por Pfeffer, 61% dos trabalhadores americanos consideram que o estresse lhes causou problemas de saúde; 7% dizem que já foram hospitalizados por causas relacionadas ao trabalho.

O pesquisador estima que o estresse esteja relacionado à morte de 120 mil trabalhadores americanos.

De um ponto de vista econômico, o estudioso acredita que as empresas dos Estados Unidos gastam cerca de U$ 300 bilhões ao ano para cobrir problemas relacionados a doenças de seus funcionários.

A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, conversou com o pesquisador. Confira os principais trechos abaixo.

BBC – No livro, você menciona que existe um sistema de trabalho tóxico que está matando as pessoas. Quais evidências você tem sobre esse assunto e como o trabalho moderno afeta os trabalhadores?

Jeffrey Pfeffer – Existem provas dos efeitos da carga excessiva de trabalho na saúde das pessoas. As longas jornadas, demissões e falta de planos de saúde provocam uma enorme insegurança econômica, conflitos familiares e doenças.

O trabalho tem se tornado desumano. Por um lado, as empresas desconsideram a responsabilidade que eles têm com seus empregados. Mas também há insegurança entre os trabalhadores informais, contingente que vem crescendo nos últimos anos.

BBC – Quem é responsável por esse fenômeno?

Pfeffer – Se a gente pensar nos anos 50 e 60, os diretores de empresas diziam que era importante equacionar os interesses dos funcionários, clientes e acionistas. Hoje, tudo está centrado nos acionistas.

Nos bancos de investimentos, por exemplo, há uma prática generalizada em que os funcionários só voltam para casa para tomar banho, praticamente. Depois, retornam ao escritório.

Sob esse sistema, muitos trabalhadores ficam viciados em drogas, porque começam a usar cocaína e outras drogas para se manterem acordados.

BBC – No caso dos Estados Unidos, você escreveu que o local de trabalho é a quinta causa de morte nos Estados Unidos.

Pfeffer – Escrevi que era ‘pelo menos’ a quinta causa de mortes, talvez seja até mais que isso.

BBC – E quem são os responsáveis por essas mortes?

Pfeffer – Os empregadores são os responsáveis. Os governos também são responsáveis por não fazer nada a respeito.

BBC – Então, qual o papel da política em tudo isso?

Pfeffer – Tem um papel enorme. Temos que fazer algo para diminuir esses feitos. Mas não somos capazes de fazer nada em um nível individual.

Se quisermos resolver o problema de maneira sistêmica, será preciso uma intervenção sistêmica a partir de algum tipo de regulação.

BBC – Qual é a reação de diretores de empresa quando você conversa com eles sobre a precarização do trabalho?

Pfeffer – Ninguém diz que os dados estão errados, porque eles são bastante assustadores. Mas esse assunto é como um jogo de ‘batata quente’: as pessoas sabem que existe um problema, mas ninguém quer assumir o encargo.

Os custos de saúde são enormes. As condições de trabalho causam doenças crônicas como diabetes ou problemas cardiovasculares.

Pfeffer – Isso não é verdade. Sabemos que as pessoas estressadas têm uma maior probabilidade de pedir demissão. Sabemos que trabalhadores doentes são menos produtivos.

Sabemos por estudos realizados nos Estados Unidos e no Reino Unido que 50% dos casos em que funcionários faltam ou pedem licença médica estão relacionados ao estresse causado pelo trabalho.

O Instituto Americano do estresse calcula que o custo anual causado pelo estresse chega a U$ 300 bilhões (mais de R$ 1,1 trilhão).

Então, torna-se muito caro manter trabalhadores doentes ou empregados que vão trabalhar mas têm rendimento baixo. E isso custa uma fortuna a uma empresa.

BBC – Do lado dos trabalhadores, você escreveu que as pessoas deveriam cuidar melhor de si mesmas. Mas se um funcionário pede melhores condições de trabalho, ele pode acabar demitido. Como essas mudanças que senhor prega podem ser feitas na prática?

Pfeffer – Primeiro, os trabalhadores precisam assumir a responsabilidade de cuidar de sua própria saúde. Se você não consegue equilibrar seu trabalho e sua vida pessoal, é melhor sair e procurar outro emprego.

Tem gente que contesta: ‘Não do posso sair do emprego’. Eu respondo: ‘se você está em uma sala cheia de fumaça, você vai sair, porque as consequências para sua saúde serão severas’.

Outro ponto é que a população pressione os governos para criar leis que protejam os trabalhadores de forma coletiva, pois o sistema atual também tem um custo para a

Por Stanford

 

https://resilienciamental.com/2019/03/27/o-trabalho-esta-matando-as-pessoas-e-ninguem-se-importa-diz-professor-de-stanford

 

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Adolescentes em Risco

A Transição entre infância e fase adulta pode ser psiquicamente dolorosa. E lidar com as pressões se tornar uma ameaça á própria vida.

A orca assassina contra a baleia azul

Tudo converge para a produção de uma subjetividade na qual a palavra, um fator protetor universal do suicídio, se torna um bem cada vez mais escasso

Os filmes Tubarão, de 1975, e Orca: a baleia assassina, de 1977, povoaram a adolescência com a ideia de que por trás, ou mais abaixo, da nossa calmaria marinha, pode haver monstros insuspeitos. Tipicamente são histórias sobre uma família pacata em férias, ou um pequeno vilarejo sossegado, que ignora a existência de perigos próximos, que no mais das vezes eles mesmos incitam desavisadamente. Esta também foi a moral subliminar de filmes como Jurassic Park e sua extensa fauna de dinossauros congêneres entre 1993 e 2001. A geração que cresceu acalentando o terror subterrâneo, que emerge repentinamente, de modo assassino e devorador, tem agora filhos adolescentes. E é essa mesma geração que está às voltas com um incremento de suicídios juvenis, não só no Brasil como no mundo, especialmente nos países asiáticos. Nos anos 1980 o Brasil tinha uma taxa de 0.2 para o suicídio infantil, hoje estamos em 1%, o que fez o número de mortes ultrapassar aqueles causados pelo HIV-aids.

Muitas causas serão levantadas aqui, desde os números maiúsculos para a presença de transtornos mentais nessa situação até transformações nos modos de criação e na expectativa de sucesso ou felicidade. Não creio que uma estatística semelhante, feita nos anos 1980, com os mesmos critérios diagnósticos de hoje, nos levaria a números distintos. Também desconfio dos progressos de nossas exigências narcísicas, quando penso o que significava uma gravidez adolescente antes e hoje. A relação entre adolescência e suicídio é contemporânea da invenção da adolescência como uma fase da vida ligada a certa experimentação do real, mais além e mais aquém das próprias capacidades corporais, cognitivas e desejantes.

O fato que me parece crucial e distintivo nesta tendência, e que se confirma tanto nos usuários típicos de jogos como Baleia Azul e narrativas existenciais como 13 reasons why é a reincidência de um traço já anunciado em Tubarão: a angústia vivida em silêncio. O mar calmo com suas profundezas silenciosas, contudo assassinas. Particularmente o Brasil assistiu à formação de uma nova geração extremamente acossada pelo moralismo. O discurso sobre a própria fragilidade ou vulnerabilidade é repudiado pelo novo código de honra que opõe o silenciamento forçado à denúncia e a consequente imagem vitimista. Pais compreensivos, escolas inclusivas, discursos de renovação cultural, tudo converge para a produção de uma subjetividade na qual a palavra, este fator protetor universal do suicídio, se torna um bem cada vez mais escasso. Desta forma, o perigo silencioso continua a prosperar nas profundezas de vidas regidas por procedimentos cada vez mais estritos de aceitação e reconhecimento.

Tipicamente nos filmes dos anos 1970 um erro acidental, como um arpão que atinge uma orca grávida, desencadeava uma sequência de ataques vingativos, incompreensíveis para os marinheiros e banhistas. Há coisas que fazemos sem saber que estamos fazendo, e estas se voltam contra nós. Por exemplo, Hannah, em uma das suas 13 razões, se deixa fotografar em um beijo lésbico, por um fotógrafo mirim que talvez estivesse interessado nela. Depois de entregar os originais, ele a convida para um encontro e ela o despacha rindo. Humilhado, ele retransmite o material para a escola, o que atrapalha sua relação com a amiga e estraga seu baile de formatura. O raciocínio jurídico-moral verá aqui mais uma razão para culpar o Outro pelo progresso da miséria psíquica da menina. Na mesma linha ele argumentará que não se deve inverter os motivos e culpar a vítima. Contudo, ao excluir o efeito “orca assassina”, seja ele representado pelo riso de desprezo, seja pela vingança fotográfica, deixamos de dar lugar àquilo pelo qual somos responsáveis, mesmo não sendo culpados. Caminho certo para reverter a angústia e a inconformidade com o mundo para a agressividade contra si. Encurtamos o pensamento, reduzindo causas a motivos e motivos a razões. Ao reduzir o pensamento e privar a circulação da palavra é a Baleia Azul quem vence.

Por: Christian Ingo Lenz Dunker

 

http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/a_orca_assassina_contra_a_baleia_azul.html

 

 

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Síndrome do comer noturno

O que é a síndrome do comer noturno?

A síndrome do comer noturno é uma alteração mista entre transtorno do sono e transtorno do humor. Tipicamente, os pacientes comem à noite mais da metade das calorias totais que usam ingerir nas 24 horas, mas mesmo pacientes que comem normalmente durante o dia podem ter o transtorno. Às vezes, eles comem à noite numa espécie de estado sonambúlico, durante o qual “atacam a geladeira” e depois de acordados não se lembram do que fizeram. Depois de comerem, podem pegar no sono novamente e voltar a acordar uma ou mais vezes durante a noite, só conseguindo voltar a dormir se comerem novamente. Pela manhã, perdem o apetite e alimentam-se pouco, o que pode gerar um estado de fraqueza, mudança de humor e ansiedade ao longo do dia.

A tríade sintomática característica desta síndrome foi inicialmente descrita como:

  1. Hiperfagia.
  2. Insônia.
  3. Inapetência durante o dia.

Quais são as causas da síndrome do comer noturno?

Não há uma causa específica estabelecida. Ao contrário de muitas condições psicológicas, aqui não há uma tendência genética para o aparecimento desta condição. A síndrome do comer noturno envolve alterações da química cerebral, do hormônio

melatonina (hormônio que regula o sono) e da leptina (proteína que suprime o apetite), entre outros.

Quais são os sinais e sintomas da síndrome do comer noturno?

A síndrome do comer noturno é caracterizada por excessos alimentares que geralmente ocorrem pela madrugada, longe da censura das demais pessoas, acompanhados de perda do controle e de sentimentos posteriores de culpa.

Como o médico diagnostica a síndrome do comer noturno?

Os pacientes com síndrome do comer noturno em geral ingerem à noite uma quantidade de alimento maior do que durante o dia, com preferência por alimentos gordurosos e ricos em carboidratos. Apresentam também uma piora de humor à noite.

Como o médico trata a síndrome do comer noturno?

Não existe um tratamento específico para a síndrome do comer noturno. Indica-se psicoterapia e medicações para corrigir a insônia e melhorar o humor. Enquanto o transtorno não seja corrigido, uma providência pode ser deixar à mão, durante a noite, opções alimentares leves, como gelatina diet, por exemplo.

Como prevenir a síndrome do comer noturno?

  • Alimente-se adequadamente durante o dia.
  • Faça atividades físicas regulares e tenha hábitos de vida saudáveis.
  • Cuidado com as dietas restritivas, porque elas podem aumentar a fome noturna.

Como evolui a síndrome do comer noturno?

A síndrome do comer noturno pode levar à obesidade e ao diabetes tipo 2 e às suas possíveis complicações.

 

Fonte:http://www.abc.med.br/p/psicologia..47.psiquiatria/321225/sindrome+do+comer+noturno.htm>. Acesso em: 29 mar. 2015.

 

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Freud e o “pequeno Hans”: a importância da figura paterna na vida da criança

Freud se ocupou, desde 1909, da cura de uma criança de cinco anos (que, por sinal, aconteceu por meio do pai) atingida por uma neurose fóbica – “medo de cavalos”. Desde lá, o tratamento analítico com crianças vem sofrendo mudanças. Infelizmente, porém, muitos se afastaram do sentido dado ao sintoma, preocupando-se apenas com o real dele. O gênio de Freud foi distinguir que o problema surgido no garoto tinha a ver com o relacionamento entre os pais e com a relação do menino com cada um deles. Sua preocupação não foi com o medo, mas com aquilo que ele tinha por missão ocultar.

A mãe, por algumas dificuldades que estava enfrentando, agarrou-se ao filho como seu suporte. Faltou ao pequeno Hans o apoio do pai para sentir-se seguro em deixar a relação dual, na qual a mãe quis aprisioná-lo. O menino então desenvolveu uma fobia, para nela exprimir sua angústia. Isso significa que o problema da criança apareceu para encobrir a angústia materna. O filho, enfim, tornou-se o representante daquilo que os pais não puderam enfrentar entre eles. Não se tratava de se ater ao sintoma – “medo de cavalos” – mas do que isso representava:  o fato do menino ter que enfrentar uma ordem de dificuldades não resolvida de seus pais.

O sintoma do filho não deve ser visto ou tratado como “do filho”, e sim como uma linguagem codificada, cujo sentido se esclarece a partir da estrutura familiar, pois é “sintoma dessa estrutura”. Ele vem no lugar de uma palavra que falta. O “medo de cavalos” apareceu no lugar de uma função paterna que se mostrava frágil, incapaz de interditar o vínculo do filho com a mãe. O pai de Hans foi incapaz de intervir nesse vínculo, impossibilitando que ocorresse um corte emocional no relacionamento intenso que se instalou entre o menino e sua mãe.

É por esse motivo que devemos ver o sintoma da criança como uma linguagem. Ele aparece como máscara ou palavra cifrada e se desenvolve na relação da criança com seus pais. Nenhum sintoma é criado pelo filho isoladamente. Por essa razão não devemos jamais isolá-lo, como se esse sintoma fosse consequência do menino apenas. Podemos ver o quanto a criança é o depositário de um drama que a ultrapassa.

O tratamento do filho por meio dos pais é uma possibilidade na psicanálise.  É através do filho que os pais têm a oportunidade de repensar sua história de vida, questionando suas “reais” angústias e encontrando alívio para  seu sofrimento e para o sofrimento de seu filho.

 

Edázima Aidar é psicanalista pela Sociedade Campinense de Psicanálise.

Fonte: http://caminhosdapsicanalise.com.br/freud-e-o-pequeno-hans-a-importancia-da-figura-paterna-na-vida-da-crianca/#.W28gyv91LcA.facebook

 

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