Contardo Calligaris pelo direito à tristeza

“É mais importante notar que a depressão se tornou uma doença tão relevante (pelo número de doentes e pela gravidade do sofrimento) porque ela é um pecado contra o espírito do tempo.”

Psicanalista analisa a “obrigação” contemporânea de ser feliz e lastima que pais transfiram aos filhos esta ilusória tarefa: “Será que vamos conseguir transformar também a tristeza infantil num pecado?”

As crianças têm dois deveres. Um, salutar, é o dever de crescer e parar de ser crianças. O outro, mais complicado, é o de ser felizes, ou melhor, de encenar a felicidade para os adultos.

Esses dois deveres são um pouco contraditórios, pois, crescendo e saindo da infância, a gente descobre, por exemplo, que os picolés não são de graça. Portanto, torna-se mais difícil saltitar sorrindo pelos parques à espera de que a máquina fotográfica do papai imortalize o momento. Em suma, se obedeço ao dever de crescer, desobedeço ao dever de ser feliz.

A descoberta dessa contradição pode levar uma criança a desistir de crescer. E pode fazer a tristeza (às vezes o desespero) de outra criança, incomodada pela tarefa de ser, para a família inteira, a representante da felicidade que os adultos perderam (por serem adultos, porque a vida é dura, porque doem as costas, porque o casamento é tenso, porque não sabemos direito o que desejamos).

A ideia da infância como um tempo específico, bem distinto da vida adulta, sem as atrapalhações dos desejos sexuais, sem os apertos da necessidade de ganhar a vida, é recente. Tem pouco mais de 200 anos. Idealizar a infância como tempo feliz é uma peça central do sentimento e da ideologia da modernidade.

É crucial lembrar-se disso na hora em que somos convidados a espreitar índices e sinais de depressão nas nossas crianças.

O convite é irresistível, pois a criança deprimida contraria nossa vontade de vê-la feliz. Um menino ou uma menina tristes nos privam de um espetáculo ao qual achamos que temos direito: o espetáculo da felicidade à qual aspiramos, da qual somos frustrados e que sobra para as crianças como uma tarefa. “Meu filho, minha filha, seja feliz por mim.”

É só escutar os adultos falando de suas crianças tristes para constatar que a vida da criança é sistematicamente desconhecida por aqueles que parecem se preocupar com a felicidade do rebento. “Como pode, com tudo que fazemos e fizemos por ela?” ou “Como pode, ele que não tem preocupação nenhuma, ele que é criança?”. A criança triste é uma espécie de desertor; abandonou seu lugar na peça da vida dos adultos, tirou sua fantasia de palhaço.

Conselho aos adultos (pais, terapeutas etc.): quando uma criança parece estar deprimida, o mais urgente não é reconhecer os “sinais” de uma doença e inventar jeitos de lhe devolver uma caricatura de sorriso. O mais urgente, para seu bem, é reconhecer que uma criança tem o DIREITO de estar triste, porque ela não é apenas um boneco cuja euforia deve nos consolar das perdas e danos de nossa existência; ela tem vida própria.

Mais uma observação para evitar a precipitação. Aparentemente, nas últimas décadas, a depressão se tornou uma doença muito comum. Será que somos mais tristes que nossos pais e antepassados próximos? Acredito que não. As más línguas dizem que a depressão foi promovida como doença pelas indústrias farmacêuticas, quando encontraram um remédio que podiam comercializar para “curá-la”. Mas isso seria o de menos. É mais importante notar que a depressão se tornou uma doença tão relevante (pelo número de doentes e pela gravidade do sofrimento) porque ela é um pecado contra o espírito do tempo. Quem se deprime não pega peixes e ainda menos sobe no bonde andando.

Será que vamos conseguir transformar também a tristeza infantil num pecado?

Claro que sim. Aliás, amanhã, quando seu filho voltar da escola, além de verificar se ele não está com frieiras, veja também se ele não pegou uma deprê. E, se for o caso, dê um castigo, pois, afinal, como é que ele ousa fazer cara feia quando acabamos de lhe comprar um gameboy? Ora! E, se o castigo não bastar, pílulas e terapia nele. Qualquer coisa para evitar de admitir que a infância não é nenhum paraíso.

Por Revista Prosa Verso e Arte

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/contardo-calligaris-pelo-direito-tristeza/

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E se o final desejado não fosse apenas sobre morrer?

A morte é algo que nunca pode ser dito, mas contornado apenas, e, do mesmo modo, o ato suicida nos aponta para uma angústia sem fim localizada para além dos véus de fantasia que nos protegem!

Setembro de 2020. Tempo de campanhas salutares sobre o risco de suicídio que vivemos ao longo de todo o ano. Essa possibilidade pode ocorrer em qualquer um dos tipos humanos, e a impossibilidade de atribuição de causalidades absolutas dificulta as ações profiláticas. O desmonte gradativo em nosso país do aparelho de saúde mental estatal torna a busca de socorro sofrível para algo que, muitas vezes, não dá uma segunda chance a quem passa por aquela estrada.  

A palavra tabu, refere-se a um conteúdo constrangedor que precisa ser evitado nos discursos como algo proibido. Neste sentido, o silenciamento afeta as falas como se ao pronunciar tal palavra conjurássemos algum tipo de maldição sobre os participantes da roda de conversa. O susto provocado evoca o horror da morte ou Das Unheimliche, o assombro, como nos diria Freud em seu maravilhoso texto de 1919. A morte é algo que nunca pode ser dito, mas contornado apenas, e, do mesmo modo, o ato suicida nos aponta para uma angústia sem fim localizada para além dos véus de fantasia que nos protegem.  

Escute! Coisa mais difícil em nossos dias individualistas-lacradores-fila-andantes! Mas, insisto: escute o outro humano e escute-se! Intimidade é algo tão precioso, e expor nossa vulnerabilidade diante da vida a alguém pode ser uma aprendizagem incrível. Ouvindo de perto, podemos muitas vezes colher esses sussurros e pedidos de ajuda onde as ruas se encontram travadas. O acolhimento pode gerar algum primeiro sentido de oportunidade, uma vontade de tentar criar uma vida possível. Talvez, com esse primeiro abraço, o sujeito possa escolher dar mais uma chance para mudar o rumo da proza, buscando ajuda especializada a um profissional de saúde mental, que possa oferecer amparo nesse percurso desafiador.  

É comum observarmos uma associação entre suicídio e depressão, que, por sua vez, é muito mais do que uma tristeza profunda. Tristeza é sentimento e não há psicofármacos para sentimentos, mas apenas um processo analítico pode socorrer nesses casos. Muitas vezes vemos o ato chegando aos pensamentos de quem exibia sorrisos e felicidade. Novamente, intimidade e proximidade parecem sempre falar. Aproximação afetiva exige tempo e interesse verdadeiros no outro, coisa démodé demais atualmente. Talvez nos caiba pensar um pouco sobre o tipo de humanos que nos tornamos e se isso é efetivamente a escolha mais feliz para a humanidade. Se a vida do outro não me importa, a quem minha breve existência poderia importar? Estamos nos referindo aos laços de afeto. 

A decisão pela vida passa pelo desejo de ficar, de insistir na vida, mas há sempre muita luta antes do momento crítico se instalar. Força há, e muita! O que o sujeito suicida mais fez foi lutar. E agora, é preciso enfrentar mais um pouco de guerra para manter seu desejo de insistir vivendo. O sujeito com ideias suicidas – já dissemos, qualquer humano vivo – está exausto e pensa em desistir dos laços de afeto com o seu mundo. O sujeito sente-se absorvido na dor e não consegue mais seguir sonhado.  

A psicanálise aposta na construção de novos laços com novos sonhos, buscando novos objetos de amor e para isso o desejo desperto é fundamental. Que possamos nessa existência seguir fazendo laços, e tentando sobrepor à dor da miséria afetiva, alguma felicidade possível para que uma vida mais interessante possa se construir. Essa é uma aposta que o caminho da psicanálise propõe. Então, conte-me mais sobre isso que em ti insiste!

Sandra Araujo Hott é psicanalista, professora e supervisora clínica. Sandra tem 25 anos de experiência clínica e mais de 20 anos como professora e supervisora. Texto publicado originalmente no jornal eletrônico Tudo Rondônia, 26/09/2020

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7 táticas altamente manipuladores que Narcisistas, Sociopatas e Psicopatas usam para silenciar você.

Embora aqueles que não são narcisistas também possam empregar essas táticas, os narcisistas abusivos utilizam excessivamente, em um esforço para escapar da responsabilidade por suas ações.

Pessoas tóxicas, como narcisistas malignos, psicopatas e pessoas com traços antissociais, praticam comportamentos mal-adaptativos em relacionamentos e acabam por explorar, rebaixar e ferir seus parceiros íntimos, familiares e amigos. Usam uma infinidade de táticas que distorcem a realidade de suas vítimas. Embora aqueles que não são narcisistas também possam empregar essas táticas, os narcisistas abusivos utilizam excessivamente, em um esforço para escapar da responsabilidade por suas ações.

Aqui estão 7 táticas que pessoas tóxicas usam para silenciar você.

1. Gaslighting

Gaslitghting é uma tática manipuladora que pode ser descrita em diferentes variações de três palavras: “Isso não aconteceu”, “Você imaginou” e “Você está louco?”

Trata-se de talvez uma das táticas manipuladoras mais recorrentes por aí, ela trabalha para distorcer e desgastar seu senso de realidade; corrói a sua capacidade de confiar em si mesmo e, inevitavelmente, impede você de sentir ter razão em contrariar abusos e maus-tratos.

Quando um narcisista, um sociopata ou um psicopata lhe ferir, você pode estar propenso a se iludir. Como uma maneira de reconciliar a dissonância cognitiva que possa surgir. Duas crenças conflitantes batalham: essa pessoa está certa ou posso confiar no que experimentei? Uma pessoa manipuladora irá convencê-lo de que a primeira é uma verdade inevitável, enquanto a segunda é um sinal de disfunção da sua cabeça.

Para resistir é importante se ater em sua própria realidade – às vezes, escrever as coisas à medida que acontecem, dizer a um amigo ou reiterar sua experiência para uma rede de apoio pode ajudar a neutralizar o efeito do gaslitghting. O poder de ter uma comunidade de validação é que ela pode redirecioná-lo da realidade distorcida e voltar à uma orientação mais saudável.

2. Projeção

Um sinal claro de toxicidade é quando uma pessoa está cronicamente indisposta a ver suas próprias deficiências e usa tudo o que está ao seu alcance para evitar ser responsabilizada. Isso é conhecido como projeção. A projeção é um mecanismo de defesa usado para deslocar a responsabilidade de seus comportamentos e características negativos atribuindo-os a outra pessoa. Em última análise, ele age como uma digressão que evita a auto-observação e a responsabilidade.

Por exemplo, uma pessoa que se envolve em mentira patológica pode acusar seu parceiro de mentir; cônjuge super-carente pode chamar seu companheiro de “pegajoso” na tentativa de descrevê-lo como aquele que é dependente; um empregado rude pode chamar seu chefe de ineficaz em um esforço para escapar da verdade sobre sua própria produtividade.

Solução? Não “projete” seu próprio senso de compaixão ou empatia em uma pessoa tóxica e não absorva nenhuma das projeções da pessoa tóxica. Como especialista em manipulação e autor Dr. George Simon (2010) observa em seu livro In Sheep’s Clothing, projetar nossa própria consciência e sistema de valores em outros tem a consequência potencial de torna-se uma exploração emocional.

3. Conversas absurdas

Se você acha que vai ter uma discussão cuidadosa com alguém que é tóxico, esteja preparado para o mindfuckery épico, em vez de mindfulness conversacional.

Narcisistas e sociopatas malignos usam salada de palavras, conversas circulares, argumentos ad hominem, projeção e gaslighting para desorientar você e tirá-lo do rumo se discordar deles ou desafiá-los de alguma forma. Eles fazem isso para desacreditá-lo, confundi-lo e frustrá-lo, distraí-lo do problema principal e fazer com que você se sinta culpado por ser um ser humano com pensamentos e sentimentos reais. Na visão deles, você é o problema se você existir.

Lembre-se: pessoas tóxicas não discutem com você, elas essencialmente discutem com elas mesmas e você fica a par dos seus longos e pesados monólogos.

4. Generalizações

Narcisistas malignos nem sempre são intelectuais espertos – muitos deles são intelectualmente preguiçosos. Ao invés de dedicar um tempo para considerar cuidadosamente uma perspectiva diferente, eles generalizam tudo e qualquer coisa que você diz, fazendo declarações gerais que não reconhecem as nuances em seu argumento ou levam em conta as múltiplas perspectivas possíveis.

Em uma escala maior, as generalizações e declarações gerais invalidam experiências que não se encaixam nas suposições, esquemas e estereótipos da sociedade; eles também são usados para manter o status quo. Essa forma de digressão exagera uma perspectiva até o ponto em que uma questão de justiça social pode se tornar completamente obscurecida. Por exemplo, as acusações de estupro contra figuras populares são frequentemente acompanhadas da lembrança de que há relatos falsos de estupro. Relatos falsos realmente ocorrem, mas eles são raros, e neste caso, as ações de um tornam-se como o comportamento da maioria, enquanto um caso específico em si permanece sem solução.

Pessoas tóxicas empunhando afirmações genéricas não representam a riqueza completa da vida – elas representam o limitado de uma experiência singular e de um senso de questionamento auto-inflado.

5. Deturpar seus pensamentos e sentimentos ao ponto do absurdo.

Nas mãos de um narcisista maligno ou sociopata, suas opiniões divergentes, emoções legítimas e experiências vividas são traduzidas em falhas de caráter e evidência de sua irracionalidade.

Narcisistas tecem contos altos para reformular o que você está realmente dizendo como uma maneira de fazer suas opiniões parecerem absurdas ou hediondas. Digamos que você mostre o fato de estar insatisfeito com a maneira como um amigo tóxico fala com você. Em resposta, ele ou ela pode colocar palavras em sua boca, dizendo: “Ah, então agora você é perfeita?” Ou “Então, eu sou uma pessoa ruim, hein?” Quando você não fez nada além de expressar seus sentimentos. Isso permite que eles invalidem seu direito de ter pensamentos e emoções sobre um comportamento inadequado e incutir um sentimento de culpa quando você tenta estabelecer limites.

Enquanto a pessoa tóxica pode desviar-se de seu próprio comportamento, podem conseguir convencê-lo de que você deveria ser “envergonhado” por dar-lhes qualquer tipo de feedback realista.

6. Críticas desnecessárias

A diferença entre crítica construtiva e crítica destrutiva é a presença de um ataque pessoal e padrões impossíveis. Esses chamados “críticos” muitas vezes não querem ajudá-lo a melhorar, só querem descobrir uma fraqueza e expô-la de qualquer maneira. Narcisistas e sociopatas abusivos empregam uma falácia lógica conhecida como “mover os postes” para garantir que eles tenham todos os motivos para estarem sempre insatisfeitos com você.

Você tem uma carreira de sucesso? O narcisista começará a entender por que você ainda não é um milionário. Você já cumpriu sua necessidade de ser excessivamente atendido? Agora é hora de provar que você também pode permanecer “independente”. Os postes da meta mudam constantemente e podem nem estar relacionados uns com os outros; eles não têm outro ponto além de fazer você disputar a aprovação e validação do narcisista.

Não se deixe enganar e mudar as suas metas – se alguém escolher relembrar repetidamente uma coisa irrelevante a ponto de não reconhecer o trabalho que você fez para avançar. Essa pessoa só quer provocar ainda mais a sensação de que você tem que provar algo constantemente a si mesmo. Valide e aprove você mesmo. Saiba que você é o suficiente e não precisa se sentir constantemente deficiente ou indigno.

7. Abuso verbal disfarçados de piadas

Os narcisistas secretos gostam de fazer comentários maliciosos às suas custas. Estes são geralmente vestidos como “apenas piadas” para que eles possam se safar dizendo coisas assustadoras enquanto mantêm um comportamento inocente e legal. No entanto, toda vez que você fica indignado com uma observação dura e insensível, você é acusado de não ter senso de humor. Essa é uma tática frequentemente usada no abuso verbal.

Por Redação Psicologias do Brasil

Fonte: https://www.psicologiasdobrasil.com.br/7-taticas-altamente-manipuladores-que-narcisistas-sociopatas-e-psicopatas-usam-para-silenciar-voce/

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Como a depressão muda seu cérebro

Parece que mais pessoas no mundo vivem com depressão do que nunca. De fato, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades no mundo sofrem desta doença mentalmente debilitante.

Parece que mais pessoas no mundo vivem com depressão do que nunca. De fato, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades no mundo sofrem desta doença mentalmente debilitante.

A depressão pode literalmente mudar o cérebro, alterando as vias neurais e as sinapses, diminuindo o tamanho do hipocampo, uma área do cérebro que regula as emoções e a memória. Mentalmente, você provavelmente se sentirá enevoado e exausto, pois seu cérebro precisa trabalhar mais para processar informações e sentimentos. Se você não se sentir bem mentalmente, isso pode prejudicar todas as outras áreas da sua vida.

Hoje, vamos explicar exatamente como a depressão altera seu cérebro e como reverter o dano naturalmente. É preciso força de vontade e determinação, mas você pode tirar sua vida de volta com algumas mudanças simples de estilo de vida.

Um estudo inovador envolvendo uma equipe internacional de pesquisadores descobriu que as pessoas com depressão geralmente têm um hipocampo menor. A equipe de pesquisa usou dados de ressonância magnética (MRI) do cérebro em quase 8.930 pessoas de todo o mundo, 1.728 das quais sofriam de depressão maior. Os restantes 7.199 indivíduos não sofreram de depressão.

Eles descobriram que 65% dos pacientes deprimidos tinham um hipocampo menor; no entanto, aqueles que experimentaram o primeiro episódio de depressão não tiveram esse encolhimento. Esses achados sugerem que episódios recorrentes de depressão podem causar o encolhimento do hipocampo. Estudos anteriores encontraram evidências de perda do hipocampo, no entanto, este estudo teve como objetivo descobrir se o encolhimento causou a depressão, ou vice-versa. Eles obtiveram sua resposta: primeiro vem a depressão, depois o dano cerebral.

Estudos anteriores encontraram evidências de perda do hipocampo, no entanto, este estudo teve como objetivo descobrir se o encolhimento causou a depressão, ou vice-versa. Eles obtiveram sua resposta: primeiro vem a depressão, depois o dano cerebral.

De acordo com o co-autor Professor Ian Hickie:

“Quanto mais episódios de depressão uma pessoa teve, maior a redução no tamanho do hipocampo. Portanto, a depressão recorrente ou persistente faz mais mal ao hipocampo quanto mais você o deixa sem tratamento. Isso resolve em grande parte a questão do que vem primeiro: o hipocampo menor ou a depressão? O dano ao cérebro vem de doenças recorrentes…

Outros estudos demonstraram reversibilidade, e o hipocampo é uma das áreas únicas do cérebro que rapidamente gera novas conexões entre as células, e o que se perde aqui são as conexões entre as células, em vez das próprias células. Tratar a depressão de forma eficaz não significa apenas tomar medicamentos. Se você está desempregado, por exemplo, e depois fica sentado em uma sala sem fazer nada, isso pode encolher o hipocampo. Por isso, as intervenções sociais são igualmente importantes.”

Sobre o tema do encolhimento do hipocampo, gostaríamos também de mencionar outras pesquisas inovadoras de cientistas e do Institute of HeartMath, uma organização que estuda a conexão entre o coração e o cérebro. Nossos sentimentos tornam-se codificados no campo eletromagnético do nosso coração, e o coração pode realmente enviar sinais ao cérebro que lhe dizem como reagir. Assim, os pesquisadores descobriram que, quando você experimenta emoções destrutivas, isso pode criar o caos no cérebro.

Agora que você sabe que suas emoções desempenham um grande papel na maneira como seu cérebro reage aos estímulos, pensamos em falar de outro equívoco comum quando se trata de depressão. Assim como a maioria das pessoas não percebe que seus sentimentos desempenham um grande papel em sua saúde mental, muitos deles provavelmente não sabem que a teoria do “desequilíbrio químico” em relação à depressão não se compara à ciência.

De acordo com um artigo de Jonathan Leo, professor associado de Neuroanatomia da Lincoln Memorial University:

“A causa de transtornos mentais, como a depressão, permanece desconhecida. No entanto, a ideia de que os desequilíbrios dos neurotransmissores causam depressão é vigorosamente promovida pelas empresas farmacêuticas e pela profissão psiquiátrica em geral. ”

Além disso, de acordo com a Dra. Joanna Moncrieff, autora e psiquiatra britânica:

“É claro que há eventos cerebrais e reações bioquímicas ocorrendo quando alguém se sente deprimido, como há o tempo todo, mas nenhuma pesquisa jamais estabeleceu que um determinado estado cerebral cause, ou até se correlacione com a depressão. . .. Em todos os casos, os estudos produzem resultados inconsistentes, e nenhum deles mostrou ser específico para a depressão, muito menos causal. . . . O fato de que mais de 50 anos de intensos esforços de pesquisa falharam em identificar a depressão no cérebro pode indicar que simplesmente não temos a tecnologia certa, ou pode sugerir que estamos latindo na árvore errada! ”

Com a maioria das drogas que visam tratar a depressão, eles anunciam que os baixos níveis de serotonina no cérebro realmente causam depressão. No entanto, nenhuma pesquisa no passado chegou a essa conclusão.

É importante que o tratamento combine os mais diversos profissionais. Psicólogos, psiquiatras, cardiologistas, terapeutas ocupacionais, todos aqueles que podem contribuir com o quadro clínico apresentado. Se você estiver se sentindo deprimido, procure um psicólogo. Ele irá te orientar sobre quais procedimentos são os melhores a serem adotadas, a partir de uma avaliação em conjunto com as necessidades apresentadas por você.

Por REDAÇÃO PSICOLOGIAS DO BRASIL

Fonte: https://www.psicologiasdobrasil.com.br/como-depressao-muda-seu-cerebro-e-maneiras-de-reverter-isso/

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A arte de ser sábio consiste em ignorar com inteligência

Sábio não é aquele que acumula muitos conhecimentos e experiências, e sim aquele que sabe usar de forma eficaz cada coisa aprendida, e além disso é capaz de ignorar tudo aquilo que não é útil, que não lhe permite crescer para avançar como pessoa.

Viver é, no fim das contas, economizar e saber o que é importante. Agora, parece que a maioria de nós não aplica esta simples regra: segundo um estudo realizado pela Universidade de Harvard, as pessoas têm uma capacidade surpreendente de concentrar a sua atenção em coisas que “não estão acontecendo”. Isto é, nos preocupamos com aspectos que não são importantes, minando a nossa própria capacidade de sermos felizes no “aqui e agora”.

A primeira regra da vida nos indica que a pessoa mais sábia é aquela que sabe ser feliz e que é capaz de eliminar da sua existência tudo aquilo que lhe faz mal ou que não é útil.

A arte de saber ignorar não é nada fácil de aplicar em nosso dia a dia. Isso se deve ao fato de que ignorar supõe, muitas vezes, nos afastarmos de certas situações e inclusive de certas pessoas. Portanto, estamos frente a um ato de autêntica valentia, que vem precedido sempre de uma avaliação inteligente.

Ignorar é aprender a priorizar

Ser feliz é a arte da escolha pessoal. Podemos ter sorte em um dado momento, mas na maioria das vezes a felicidade vai depender de nós mesmos e das decisões que tomarmos.

Para isso, é necessário adquirir uma perspectiva não apenas mais positiva das coisas, como também mais realista, onde o autoconhecimento e a autoestima sempre serão fundamentais.

A vida é muito curta para nos alimentarmos de amarguras e de frustrações: descarregue as suas lágrimas, ignore as críticas e rodeie-se daqueles com quem você se importa e que acrescentem algo para você de verdade.

Como aprender a estabelecer prioridades

Para aprender a estabelecer prioridades é preciso dar a cada coisa que nos rodeia o seu autêntico valor. Não o que pode ter de forma objetiva, e sim o que pode acumular em função das nossas necessidades e desejos. Para isso, é preciso seguir estas dimensões.

Se para você é difícil escolher entre o que é importante e o que não é, é porque você tem um conflito interno entre as coisas que você quer e as que você sabe que lhe convêm.

Existe o medo de “ficar mal”, “ferir” ou inclusive de agir de uma forma diferente de como os outros esperam se nos atrevermos a quebrar vínculos.

Quanto maior o nível de estresse e ansiedade, mais difícil será estabelecer prioridades. Portanto, reflita sobre quais situações e quais pessoas têm valor real para você em momentos de calma pessoal, quando você se achar mais equilibrado e relaxado.

Pense naquilo que é importante para você e não para os outros; não tema as críticas alheias ou o que possam pensar em função das decisões que você quer tomar.
Entenda que priorizar não é apenas ignorar o que nos prejudica, é reorganizar a vida para encontrar espaços próprios para ser feliz.
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Ignorar certas pessoas também é saudável

Segundo um trabalho interessante publicado na revista Live Science, os relacionamentos pessoais que causam estresse ou sofrimento afetam a nossa saúde mental. Experimentamos um aumento do cortisol no sangue e na pressão arterial, a ponto de aumentar o risco de sofrermos problemas cardíacos severos. Não vale a pena.

Aprender a ignorar quem não nos acrescenta nada

Não se trata de brigar, nem de usar ultimatos ou chantagens. Saber ignorar é uma arte que pode ser realizada com elegância e sem chegar a extremos desnecessários. Para isso, tenha em mente estes aspectos para refletir.

Não se preocupe com o que você não pode mudar: aceite que esse familiar continuará tendo essa atitude fechada, que o seu colega de trabalho vai continuar sendo intrometido. Deixe de acumular emoções negativas como raiva ou a frustração e limite-se a aceitá-los do jeito que são.

Ignore críticas alheias enquanto você aumenta a sua própria confiança. É muito provável que, na hora em que você decidir tomar distância de quem não interessa, apareça a rejeição. Entenda que as críticas não definem você, elas não são você. Fortaleça a sua autoestima e saboreie cada passo que você dá em liberdade, longe de quem o prejudica. É um triunfo pessoal.

Quando a ajuda é uma atitude interessada: é importante aprender a discriminar essas atitudes de supostos altruísmos. Há quem repita sem parar essa expressão de “eu faço tudo por você, para mim você é o mais importante”, quando na verdade a balança desse relacionamento sempre pende para um lado que não é o seu. Nunca existe o equilíbrio.

Quanto mais leve, melhor. Na vida, vale a pena contar com “pessoas” e não acumular “gente”, portanto, priorize e avance leve: leve de aborrecimentos, raiva, frustrações e principalmente de pessoas que, longe de valer a alegria, só valem penas e distâncias.

A arte de ser sábio é compreender quais vínculos é melhor deixar de alimentar sem ter nenhum peso na consciência por ter dito “não” a quem jamais se preocupou em dizer “sim”.

Por Revista Pazes

Fonte: https://www.revistapazes.com/arte-sabio-ignorar-inteligencia/

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